SILÊNCIO FALADO

terça-feira, agosto 30, 2005

Desejos

Hoje tenho muitos desejos.
Desejos de leveza apoiada em paixões e alegrias enraizadas.
Desejos de despreocupação trazida pelo crescer, pelo evoluir.
Desejos de silêncio que permite melhor demonstrar.
Desejos de viver.
Desejos de morar no meu coração.
Desejos de desejos amanhã ainda.
posted by elisa, 16:26 < | link | 6 comments |

segunda-feira, agosto 29, 2005

Para além das palavras

AL CABO - Amalia Bautista



Al cabo, son muy pocas las palabras
que de verdad nos duelen, y muy pocas
las que consiguen alegrar el alma.
Y son también muy pocas las personas
que mueven nuestro corazón y menos
aún las que lo mueven mucho tiempo.
Al cabo, son poquísimas las cosas
que de verdad importan en la vida:
Poder querer a alguien, que nos quieran
Y no morrir después de nuestros hijos.
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sexta-feira, agosto 12, 2005

Contra o mau feitio...


© 2003 - António Ramos (Sepulveda)
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quarta-feira, agosto 10, 2005

Mau feitio neste dia de chuva...

Solarengo : do Lat. solu, sol; adj.,
relativo a solar (casa nobre); s. m., senhor do solar; o serviçal ou lavrador que vivia no solar.

Soalheiro : de soalho < Sol; adj., diz-se do lugar exposto ao Sol; s. m., fam., reunião de pessoas ociosas a falar na vida alheia, habitualmente sentadas ao Sol.

In dicionário

E então, um dia de sol é solarengo ou soalheiro?
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segunda-feira, agosto 08, 2005

Confusões



Não percebes, não podes perceber.
Foi tão de repente que nem te sei explicar: Fechou-se me o coração e a boca.
Não quis ficar.
Percorri caminhos tortuosos, reconheci algumas esquinas, algumas ruelas; descobri avenidas por onde nunca tinha passado. Acho que nunca lá tinha passado...
Ou talvez as tenha apenas sobrevoado. Assim, rapidamente, em mais um momento de pressa, de sofreguidão, de desorientação.
Não interessa.
Interessa que andei toda a noite e não vi ninguém. Ninguém falou comigo, ninguém me olhou.
Oiço-te ao longe numa falsa interrogação: “Mas não era isso mesmo que querias?”
Era? Se era, não é o que eu quero mais. Quero desistir: Ignore-se a minha vontade.
Quero sair da noite para o dia.
Arriscar-me à vida.
posted by elisa, 15:53 < | link | 3 comments |

quinta-feira, agosto 04, 2005

Para passar o tempo








Your Birthdate: July 21

Being born on the 21st day of the month (3 energy) is likely to add a good bit of vitality to your life.

The energy of 3 allows you bounce back rapidly from setbacks, physical or mental.

There is a restlessness in your nature, but you seem to be able to portray an easygoing, "couldn't care less" attitude.



You have a natural ability to express yourself in public, and you always make a very good impression.

Good with words, you excel in writing, speaking, and possibly singing.

You are energetic and always a good conversationalist.



You have a keen imagination, but you tend to scatter your energies and become involved with too may superficial matters.

Your mind is practical and rational despite this tendency to jump about.

You are affectionate and loving, but very sensitive.

You are subject to rapid ups and downs.



What Does Your Birth Date Mean?
posted by elisa, 10:27 < | link | 2 comments |

terça-feira, agosto 02, 2005

Regresso

Pois aqui estou eu de novo, com a cabeça cheia de imagens, rostos e paisagens, emoções e sensações que não se deixam agarrar ainda, num remoinho atordoador que não me deixa pousar.

Passo então só para deixar aqui um poema pelo qual me apaixonei nestas férias. Mas esta paixão não será passageira...

Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...

José Gomes Ferreira
posted by elisa, 16:25 < | link | 3 comments |