segunda-feira, janeiro 29, 2007
A vida não é um longo rio tranquilo (nem mesmo a minha...)
E já que estou numas de reaccionarismo, aqui fica a pérola da semana:
A vida fica muito mais rica quando desistimos do bom gosto!
(vide letra de musica bem bacana!)
Senhas
Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhoto
Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…
A vida fica muito mais rica quando desistimos do bom gosto!
(vide letra de musica bem bacana!)
Senhas
Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhoto
Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…
terça-feira, janeiro 23, 2007
Falhas e humanidade
Sou muito fácil de acalmar e animar. A sério. Não sou do tipo de pessoas que precisa de um fogo de artifício para esboçarem algo parecido com um sorriso, para esquecer nem que seja por momentos as agruras da vida. Basta uma palavra, um olhar carinhoso, uma mão sobre a minha e derreto. Mesmo quando estou irascível, indignada, imprópria, inconformada, incompreendida, irada, irritada e irritante.
Esta é a minha natureza. O resto da minha personalidade está aberta a negociações até porque não acredito que se é assim, ponto final, para o resto da vida. Amem-me assim ou não me amem. Mas por favor, não toquem na minha capacidade de indignação. Não me obriguem a diminuir de intensidade porque um dia ainda me apago.
Esta é a minha natureza. O resto da minha personalidade está aberta a negociações até porque não acredito que se é assim, ponto final, para o resto da vida. Amem-me assim ou não me amem. Mas por favor, não toquem na minha capacidade de indignação. Não me obriguem a diminuir de intensidade porque um dia ainda me apago.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
SIM à despenalização
Parece-me óbvia a liberdade de escolha.
Enoja-me que se tenha tão pouca fé nas mulheres, achando que o aborto será sistematicamente utilizado como método contraceptivo. É claro que terá de haver também mais informação, mais apoio financeiro, mais creches e infantários. Para que as mulheres (e os homens que as acompanham nestas decisões) possam de facto escolher. Sem pressões de qualquer tipo.
Repito. Parece-me óbvia a liberdade de escolha. Tão óbvia que nem sei como expressar esta certeza.E porque há quem saiba melhor do que eu expressá-la, leiam estes textos sem falsos pudores e informativos.E dia 11 de Fevereiro, façam-me o favor de irem votar!
Enoja-me que se tenha tão pouca fé nas mulheres, achando que o aborto será sistematicamente utilizado como método contraceptivo. É claro que terá de haver também mais informação, mais apoio financeiro, mais creches e infantários. Para que as mulheres (e os homens que as acompanham nestas decisões) possam de facto escolher. Sem pressões de qualquer tipo.
Repito. Parece-me óbvia a liberdade de escolha. Tão óbvia que nem sei como expressar esta certeza.E porque há quem saiba melhor do que eu expressá-la, leiam estes textos sem falsos pudores e informativos.E dia 11 de Fevereiro, façam-me o favor de irem votar!
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Sem contradições
Porque ajudar não custa nada (via Amor e Consequência e Peste)
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Complicação de simplicidade desarmante
Porque há coisas que parecem banais mas não o são. Frases que podem ser repetidas até à exaustão sem deixarem de ser a mais pura representação dos laços que nos unem.
Porque são fortes os meus amigos.
Os que são o pai e o irmão que não deixo mais ninguém ser, os que se aninharam há muito tempo num espaço exclusivo da minha vida, relembrado ou esquecido mas sempre presente. Porque ontem à noite, adormeci com o coração a transbordar de alegria. Porque ontem à noite, mais nada pedi à vida. Só lhe agradeci os amigos que me deu.
Porque são fortes os meus amigos.
Os que são o pai e o irmão que não deixo mais ninguém ser, os que se aninharam há muito tempo num espaço exclusivo da minha vida, relembrado ou esquecido mas sempre presente. Porque ontem à noite, adormeci com o coração a transbordar de alegria. Porque ontem à noite, mais nada pedi à vida. Só lhe agradeci os amigos que me deu.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Das músicas
COMO HEMOS CAMBIADO - Presuntos Implicados
Cómo hemos cambiado,
qué lejos ha quedado
aquella amistad.
Así como el viento lo
abandona todo al paso,
así, con el tiempo todo
es abandonado;
cada beso que se da,
alguien lo abandonará.
Así con los años
unidos a la distancia,
fue así como tú y yo
perdimos la confianza;
cada paso que se dio,
algo más nos alejó.
Lo mejor que conocimos,
separó nuestros destinos
que hoy nos vuelven a reunir;
tal vez si tú y yo
queremos
volveremos
a sentir
aquella vieja entrega.
Cómo hemos cambiado
qué lejos ha quedado
aquella amistad.
¿qué nos ha pasado?
cómo hemos olvidado
aquella amistad.
Y así como siento
ahora el hueco
que has dejado
quizás llegará la hora,
vuelva a sentirte a mi lado
tantos sueños por cumplir,
alguno se ha de vivir, sí
Cómo hemos cambiado,
qué lejos ha quedado
aquella amistad.
Así como el viento lo
abandona todo al paso,
así, con el tiempo todo
es abandonado;
cada beso que se da,
alguien lo abandonará.
Así con los años
unidos a la distancia,
fue así como tú y yo
perdimos la confianza;
cada paso que se dio,
algo más nos alejó.
Lo mejor que conocimos,
separó nuestros destinos
que hoy nos vuelven a reunir;
tal vez si tú y yo
queremos
volveremos
a sentir
aquella vieja entrega.
Cómo hemos cambiado
qué lejos ha quedado
aquella amistad.
¿qué nos ha pasado?
cómo hemos olvidado
aquella amistad.
Y así como siento
ahora el hueco
que has dejado
quizás llegará la hora,
vuelva a sentirte a mi lado
tantos sueños por cumplir,
alguno se ha de vivir, sí
Dos livros
Tahar Ben Jelloun - "Labyrinthe des Sentiments"
“Vieillir, c’est construire une maison de plus en plus grande avec des réminiscences, des reliques, des éclats de lumière, des ombres épaisses, des pierres lourdes”
“Vieillir, c’est construire une maison de plus en plus grande avec des réminiscences, des reliques, des éclats de lumière, des ombres épaisses, des pierres lourdes”